A eleição na Alemanha em 1933

05 de Outubro de 2018
Por Henry Galsky A campanha eleitoral de 1933, na Alemanha, foi realizada sob clima de tensão. O parlamento alemão, o Reichstag, foi incendiado pouco antes da votação, em 27 de fevereiro (foto). A população foi convocada para definir a nova composição política parlamentar no dia 5 de março. 

O chanceler Adolf Hitler e as demais lideranças nazistas disseminavam o medo pelas ruas. A Alemanha, diziam, deveria estar preparada porque era iminente um golpe contra o país articulado por judeus e comunistas. 

Os seguidores nazistas e as tropas SA (“Divisão de Assalto”), organização paramilitar vinculada ao Partido Nacional Socialista, intimidavam os opositores nas ruas. 

Joseph Goebbels, que viria a se tornar o influente ministro da Propaganda nazista, passou a chamar o 5 de março de “O Dia da Nação que Desperta”. Hitler salvaria de uma vez por todas a Alemanha dos judeus e do comunismo. 

Os nazistas receberam 43,9% dos votos e conseguiram, por meio de composição, estabilidade para governar. Hitler chegava ao poder democraticamente. 

O Partido Social Democrata (SPD), cujos parlamentares receberam 18,3% dos votos, foi banido. Os mandatos dos deputados do KPD, o partido comunista, foram cassados. 

Depois da eleição de 5 de março de 1933, houve mais uma, em novembro do mesmo ano. Mas, desta vez, só havia um único partido a ser votado.